Principais tipos de disjuntores e para que servem

Disjuntores são dispositivos fundamentais em qualquer instalação elétrica, seja residencial, predial ou industrial. Eles têm a função de proteger os circuitos contra sobrecargas e curto-circuitos, atuando como “interruptores automáticos” que desligam a energia em situações de risco.

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Neste artigo, você vai conhecer os principais tipos de disjuntores, entender para que serve cada um deles e como escolher o modelo ideal para diferentes aplicações.

Por que os disjuntores são tão importantes?

A principal função do disjuntor é interromper o fluxo de corrente elétrica automaticamente quando há um excesso de carga ou falha grave no circuito. Isso evita:

  • Incêndios causados por superaquecimento
  • Danos a equipamentos eletrônicos
  • Riscos de choques elétricos
  • Queima de cabos e componentes

Eles substituem os antigos fusíveis, com a vantagem de serem rearmáveis após o desligamento por proteção.

Tipos de disjuntores: classificação por tecnologia e aplicação

Os disjuntores podem ser classificados de várias formas: por capacidade de corrente, tensão de operação, tipo de atuação e uso específico. Vamos explorar os mais comuns.

1. Disjuntor termomagnético

Esse é o tipo mais utilizado em instalações residenciais e prediais. Ele combina duas tecnologias:

  • Térmica: protege contra sobrecarga (aumento gradual de corrente)
  • Magnética: protege contra curto-circuito (aumento súbito de corrente)

Aplicações:

  • Quadros de distribuição
  • Circuitos de iluminação, tomadas e eletrodomésticos
  • Residências, comércios e prédios

Vantagens:

  • Compactos
  • Reutilizáveis após desarme
  • Fáceis de instalar

2. Disjuntor diferencial residual (DR)

O disjuntor DR protege as pessoas contra choques elétricos causados por fugas de corrente. Ele compara a corrente que entra e sai pelo circuito e desarma se detectar diferenças superiores a 30 mA (milésimos de ampere).

Aplicações:

  • Banheiros, cozinhas e áreas molhadas
  • Tomadas próximas à água
  • Quadros de distribuição de segurança

Vantagens:

  • Proteção contra choques e eletrocussão
  • Recomendado pela NBR 5410
  • Indispensável em instalações modernas

3. Disjuntor de proteção contra surtos (DPS)

O DPS não é um disjuntor convencional, mas atua como dispositivo de proteção complementar. Ele protege contra picos de tensão vindos da rede elétrica, como os causados por raios ou oscilações.

Aplicações:

  • Painéis principais de entrada de energia
  • Proteção de equipamentos eletrônicos sensíveis
  • Ambientes com alto risco de descargas atmosféricas

Vantagens:

  • Aumenta a vida útil de aparelhos
  • Protege contra danos invisíveis causados por surtos

4. Disjuntores modulares

São disjuntores em formato padronizado, próprios para instalação em quadros de distribuição com trilhos DIN. Os termomagnéticos, DRs e DPSs mais modernos usam esse modelo.

Aplicações:

  • Qualquer instalação com quadro moderno
  • Facilita manutenções e substituições

5. Disjuntor motor (ou disjuntor-motor)

Esse tipo é projetado para proteger motores elétricos trifásicos, especialmente em ambientes industriais. Ele oferece proteção térmica, magnética e pode ser acoplado a contatores.

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Aplicações:

  • Motores de bombas, compressores, ventiladores, máquinas industriais

Vantagens:

  • Suporta picos de partida dos motores
  • Evita danos por travamentos e sobrecargas mecânicas

6. Disjuntores caixa moldada (MCCB)

Esses disjuntores têm alta capacidade de interrupção e são usados em sistemas de média potência. Diferente dos disjuntores modulares, eles suportam cargas muito maiores, com ajustes finos de corrente.

Aplicações:

  • Indústrias, prédios comerciais, hospitais
  • Proteção de circuitos principais ou subalimentadores

Vantagens:

  • Ajustáveis
  • Resistentes a ambientes agressivos
  • Suportam alta corrente (acima de 100 A)

7. Disjuntores de potência (ACB)

São disjuntores usados em sistemas de alta corrente e tensão, geralmente acima de 800 A. Sua aplicação está em sistemas industriais complexos, com painéis de comando, geradores e transformadores.

Aplicações:

  • Subestações industriais
  • Linhas de distribuição internas de grandes empresas
  • Ambientes com automação elétrica pesada

Vantagens:

  • Monitoramento remoto
  • Controle digital de parâmetros
  • Alta confiabilidade

Como escolher o disjuntor certo?

A escolha do disjuntor ideal depende de:

  1. Corrente do circuito: o disjuntor deve ter corrente nominal igual ou ligeiramente superior à corrente real do circuito.
  2. Tipo de carga: motores, iluminação, tomadas, máquinas etc.
  3. Ambiente: se é residencial, predial ou industrial.
  4. Tipo de proteção desejada: contra sobrecarga, curto, choques ou surtos.
  5. Capacidade de interrupção: deve suportar a corrente de curto-circuito esperada.

Como identificar os disjuntores?

Os disjuntores possuem informações importantes no corpo:

  • Corrente nominal (ex: 10A, 20A)
  • Tensão (127V, 220V ou 380V)
  • Curva de disparo (B, C ou D):
    • Curva B: ideal para cargas leves (residencial)
    • Curva C: uso geral (comercial e industrial leve)
    • Curva D: motores e cargas com picos altos

Dicas práticas de instalação

  • Sempre desligue a energia antes de instalar ou trocar disjuntores
  • Use ferramentas adequadas e luvas isolantes
  • Certifique-se de que o disjuntor está bem fixado no trilho DIN
  • Nunca substitua um disjuntor por outro com corrente superior sem reavaliar a fiação

Segurança e eficiência caminham juntas

Disjuntores são peças pequenas, mas desempenham um papel crucial na segurança e funcionamento de uma instalação elétrica. Escolher o tipo certo, instalar corretamente e fazer manutenções periódicas é fundamental para evitar acidentes e garantir eficiência energética.

Se você está montando ou revisando sua instalação elétrica, conte sempre com orientação de um eletricista qualificado e siga as normas da NBR 5410. Investir em proteção é investir em tranquilidade.

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